Inspiração | A história de Audrey Hepburn

7 de fev de 2017
Olá Realezas,

Ha muitos anos surgiu uma mulher que ficou conhecida com ícone de estilo Audrey Hepburn. Ela era a única filha de Joseph Anthony Hepburn-Ruston (um banqueiro britânico-irlandês) e Ella van Heemstra Hepburn-Ruston (uma baronesa holandesa descendente de reis ingleses e franceses). 

Os pais de Audrey se divorciaram quando ela tinha 9 anos. Para manter a jovem afastada das brigas familiares, sua mãe enviou-a para um internato na Inglaterra, onde ela se apaixonou pela dança, aprendendo balé.Em 1939 estouraria a Segunda Guerra Mundial, e a Inglaterra declarou guerra à Alemanha. A mãe de Audrey decidiu então levá-la para viver na Holanda, país neutro que - ela imaginava - não seria invadido pelos alemães. Os protestos de Audrey não foram suficientes: a menina queria continuar na Inglaterra, mas a mãe temia que cidade de Londres fosse bombardeada. Além disso, as viagens estavam escassas, e a baronesa temia ficar muito tempo sem ver a filha.

A situação na Holanda foi bem diferente da planejada. Com a invasão nazista, a vida da família foi tomada por uma série de privações: Audrey teve muitas vezes de comer folhas de tulipa para sobreviver. Envolvida com a Resistência, muitos de seus parentes foram mortos vítimas da guerra. Ela participaria de espetáculos clandestinos de balé para angariar fundos e levaria mensagens secretas em suas sapatilhas. Anos mais tarde recusaria o papel de Anne Frank no cinema.

Com o fim da Guerra, Audrey e sua mãe mudaram-se para a Inglaterra, onde ingressou na prestigiada escola de balé Marie Rambert. Mas sua professora foi categórica: ela era alta demais e não tinha talento suficiente para tornar-se uma bailarina prima. Desiludida, passou a trabalhar como corista e modelo fotográfica para garantir o sustento da família.

Foi neste ponto que decidiu investir em outra área: A atuação. Investindo no teatro, sua estreia foi no documentário Dutch in Seven Lessons, seguido por uma série de pequenos filmes. Em 1952, viajou para a França para a gravação deMontercarlo Baby, e foi vista no saguão do hotel em que estava hospedada com o elenco pela escritora Collette. Naquele momento, Collette trabalhava com a montagem para a Broadway da peça Gigi, cujo papel-título ainda não tinha intérprete. Encantada com Audrey, decidiu que ela seria a sua Gigi.

As críticas para Gigi não foram de todo favoráveis, mas era opinião geral que aquela desconhecida que interpretava o papel principal era destinada ao sucesso.

Pouco tempo após o encontro com Collette, Audrey participou de uma audição para o filme A Princesa e o Plebeu. Encantado com a atriz, o diretor William Wyler escalou-a para viver a Princesa Ann, dividindo a cena com Gregory Peck, que também surpreendeu-se com o talento da companheira.

O sucesso da produção foi também o de Audrey. Hollywood amou-a imediatamente e a agraciou com o Oscar de Melhor Atriz.


Três dias após a cerimônia do Oscar, recebeu o Tony por sua atuação em Ondine.Em 1953 a peça Sabrina Fair de Samuel A. Taylor ainda estava sendo montada na Broadway quando os executivos da Paramount Pictures perceberam que sua história era perfeita para ser utilizada no novo filme da nova estrela do estúdio; a vencedora do último Oscar Audrey Hepburn. Para adaptar o filme para as telas a Paramount convidou o também premiado Billy Wilder, que já havia vencido o Oscar em 1945 por seu ótimo trabalho em Farrapo Humano e que vinha de consecutivos sucessos como Sunset Boulevard,Ace in the Hole, e Stalag 17. Em parceria com o autor da peça Samuel Taylor e com o ótimo roteirista Ernest Lehman, Wilder passou a reescrever Sabrina, o filme que fora o maior sucesso do estúdio em 1954.O filme rendeu a atriz sua segunda indicção ao Oscar.A princípio, para estrelar o romance ao lado de Hepburn, haviam sido convidados Cary Grant e William Holden, no entanto pouco antes do inicio das filmagens Grant se desligou do projeto sendo substituído pelo renomado Humphrey Bogart. Durante as filmagens, se apaixonou por William Holden e começaram a namorar. Sempre tímida, ele foi sua primeira paixão. Após alguns meses, tornaram-se noivos. Audrey temia ser mãe solteira, e pedia a William que apressace o o casamento, pois já estavam noivos e ela poderia engravidar a qualquer momento, mas a jovem decidiu terminar a relação quando William revelou que ainda era legalmente casado, por mais que estivesse separado, e por mais que mantivessem relações, ele não a engravidaria, já que fez uma vasectomia. Audrey ficou desolada. Tinham planos de casar, e seu grande sonho era ser mãe. Ela agradeceu pela honestidade e sinceridade dele, de ter contado toda a verdade antes do possível casamento. Ele a compreendeu e se tornaram amigos.
A peça Ondine fora uma sugestão de Mel Ferrer, por quem se apaixonaria durante a temporada na Broadway. Os dois foram apresentados por Gregory Peck em uma festa em 1954. Com poucos meses juntos, decidiram se casar em setembro daquele ano. O filho de Audrey e Mel, Sean, nasceu em 1960. Pela vontade do casal, teriam um filho logo após o matrimônio, mas Audrey não estava conseguindo engravidar. Após diversos tratamentos, chegou a engravidar quatro vezes, mas em todas as gestações sofreu aborto espontâneo. A atriz queria mais do que tudo ser mãe, e por muitos anos sofreu com depressão e ansiedade. Para animar a esposa, Mel sugeria que ela trabalhasse com entusiasmo para esquecer os problemas, já que a jovem amava o que fazia. O filho do casal nasceu quando os médicos recomendaram que ela parasse de tentar engravidar, pois corria riscos de de novos abortos, onde arriscaria sua própria vida. Em sua última tentativa, conseguiu dar a luz um menino saudável, sua maior conquista. Ela e o marido gravaram juntos Guerra e Paz, e ela estrelaria três comédias-românticas (Cinderela em Paris, Amor na Tarde e A Flor que não morreu), um drama (Uma cruz a beira do abismo, que rendeu-lhe a terceira indicação ao Oscar e afastou qualquer dúvida sobre seu talento) e um faroeste (O passado não perdoa).

Após um ano e meio de licença-maternidade, voltou a Hollywood para estrelar Bonequinha de Luxo, em um papel que a transformaria em um ícone e pelo qual seria lembrada para sempre. Por viver a acompanhante de luxo Holly Golightly ela receberia sua quarta indicação ao Oscar. Pouco tempo depois filmou Infâmia, Charada e Quando Paris alucina.


Em 1963, recebeu o papel principal do musical My fair lady, o da vendedora de flores Eliza Doolittle. Entretanto, a voz de Audrey não foi utilizada durante as canções, sendo dublada. Isso deixou a atriz extremamente aborrecida e fez com que abandonasse as gravações por um dia. Audrey não foi indicada ao Oscar por esse papel - fato que até hoje é considerado uma injustiça - devido à dublagem e também pela não-escolha de Julie Andrews (que interpretara Eliza na Broadway) para o papel. Andrews ganharia o Oscar daquele ano por seu papel em Mary Poppins.

Em seguida gravaria Como roubar um milhão de dólares, Um caminho para dois e Um clarão nas trevas, este último dirigido por seu esposo em uma falha tentativa de salvar seu casamento. Audrey Hepburn e Mel Ferrer se divorciaram em dezembro de 1968. As constantes crises de ciúmes do marido queria que ela deixasse a carreira para cuidar da família a fizeram sentir-se presa e infeliz. Após brigas diárias por ele negar-se a dar a separação, Audrey saiu de casa com o filho. Após processo na justiça, o divórcio saiu poucos meses depois.

Ela decidiu parar de atuar e passou a viajar com as amigas para se distrair. Numa dessas viagens, se apaixonou perdidamente por um um médico, com quem se casaria apenas seis semanas após o divórcio. Ele era o psiquiatra italiano Andrea Dotti, que Audrey conheceu em um iate. Mesmo com poucos mes juntos, decidiram oficializar a união. Sem esperar, Audrey foi pega de surpresa com uma nova gestação, ficando ficando muito apreensiva, mas correra tudo bem. Audrey deu à luz o seu segundo filho, Luca, em 1970. O casal morou por um ano em Roma, para em seguida a atriz ir viver na Suíça com o marido e os dois filhos.

Decidiria voltar a atuar em 1976, estrelando Robin e Marian. Três anos mais tarde retornaria à cena em A herdeira.

Após descobrir uma traição do marido, ficou muito abalada e saiu de casa com os filhos em 1980. Após longo processo na justiça, por ele se negar a dar o divórcio, querer a guarda do filho e formalizar a partilha dos bens, o processo só foi foi concluído em 1982, favorável a Audrey, que ficou com a maior parte da fortuna e com a guarda do filho. A atriz decidiu não mais casar-se. Ia se dedicar a carreira e aos filhos, e só se envolveria com alguém por um compromisso sério de namoro, não matrimônio. Neste período, gravou Muito riso e muito alegria, e no fim das filmagens conheceu Robert Wolders. Tornaram-se namorados e ficaram noivos. Estiveram juntos por nove anos, até a morte de Audrey.

Em 1987 deu início ao seu mais importante trabalho: o de Embaixatriz da UNICEF. Audrey, tendo sido vítima da guerra, sentiu-se em débito com a organização, pois foi o "United Nations Relief and Rehabitation Administration" (que deu origem à UNICEF) que chegou com comida e suprimentos após o término da Segunda Guerra Mundial, salvando sua vida. Ela passaria o ano de 1988 viajando, viagens estas que foram facilitadas por seu domínio de línguas (Audrey falava fluentemente francês, italiano, inglês, neerlandês e espanhol).

Em 1989 faria uma participação especial como um anjo em Além da eternidade. Este seria seu último filme. Audrey passaria seus últimos anos em incansáveis missões pela Unicef, visitando países, dando palestras e promovendo concertos com causas.

Em 1992 foi diagnosticada com câncer de apêndice, que espalhou-se para o cólon intestinal. Iniciou tratamento, mas após pouco mais de um ano, não resistiu e faleceu às 7 horas da noite de 20 de janeiro de 1993, aos 63 anos. Encontra-se sepultada no cemitério de Tolochenaz, Vaud na Suíça.

No ano de 2000 foi lançado o filme The Audrey Hepburn Story, uma homenagem a Audrey que gerou críticas da mídia e de fãs, devido à escolha de Jennifer Love Hewitt para o papel principal.

Tirei sua biografia da Wikipedia para mostrar que ela não era apenas um rostinho bonitinho ela tinha muito a acrescentar para história sendo guerreira e ícone de estilo para muitas mulheres graças ao seu papel como Bonequinha de luxo.

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13 comentários

  1. Gente que mulher...pena q nao tibe a oportunidade de conhecer mais a fundo por ter falecido bem no ano em que eu nasci...que mulher gente...que historia.

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  2. Respostas
    1. 2 sou doida por ela por não ser apenas mais uma patricinha nesse mundo tendo conteudo pra agregar

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  3. Audrey é linda e estilosa. Adorei saber um pouco mais sobre ela. Adorei o post!!!!!

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  4. Nossa, que história de tirar o fôlego! Fiquei encantada com tamanha beleza! Amei o post!!

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  5. Sou fã também...como não ser? Ela marcou com seu seu estilo...eterna bonequinha de luxo...linda biografia...bjs

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  6. Nossa que história heiim.. Adorei o post! Bjos 😘

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  7. Acho ela incrivel já tinha lido algo sobre ela, mas aqui ficou bem detalhado bjxx

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