6 ícones femininos ao longo da história


Olá Realezas,

Hoje é dia internacional das Mulheres e eu não poderia deixar de agradecer algumas mulheres que foram icônicas da história e que talvez vocês nem conheçam. Apresento-lhes as 6 mulheres incríveis.




Wangari Maathai (1 de abril de 1940 - 25 de setembro de 2011)

Nascida em Nyeri, Quênia, Maathai é creditada como a primeira mulher, seja da África Ocidental ou Central, a obter um doutorado; ela também foi a primeira professora e chefe de departamento da região.
Uma ambientalista fervorosa, ela foi a figura fundadora do movimento de 1976 que encorajava as mulheres a plantar árvores, Maathai foi premiada com um Prêmio Nobel da Paz em 2004; ela foi a primeira mulher africana a receber a honraria.
Em 1986, a organização dela, Green Belt Movement (Movimento do Cinturão Verde), se espalhou pela África e ela também liderou outras lutas contra a destruição de florestas, contra a dívida nacional e continental, e fez campanha pela democracia e pelos direitos humanos.

Claudette Colvin


Colvin, uma ativista dos direitos humanos, tinha apenas 15 anos quando ela foi presa por não conceder o assento do ônibus a uma passageira branca; ela fez isso dizendo:
"É meu direito constitucional sentar aqui tanto quanto daquela senhora. Eu paguei minha passagem, é meu direito constitucional".
Isso foi nove meses antes de Rosa Parks ser presa pelo mesmo motivo. Colvin era a parte queixosa no caso legal histórico “Browder vs Gayle” que levou à desagregação dos ônibus públicos em Montgomery, Alabama, EUA.

Mary McLeod Bethune (10 de julho de 1875 - 1955)


Filha de ex-escravos, Bethune passou a infância dela colhendo algodão em uma plantação. Posteriormente, ela se tornou uma educadora notável e ativista dos direitos civis. Em 1904, ela fundou uma escola para os estudantes afro-americanos na Flórida, EUA.
Uma defensora ferrenha da igualdade racial e de gênero, Bethune também liderou o processo de registro para as mulheres votarem, se tornando a presidente fundadora do National Council of Negro Women (Conselho Nacional de Mulheres Negras), em 1935, e desempenhando um papel fundamental na inversão dos votos negros do Partido Republicano (então o "partido de Lincoln") para os Democratas.
Em 1936, Bethune se transformou na mulher afro-americana mais velha a fazer parte do governo dos EUA, quando o presidente Franklin Roosevelt a nomeou como Diretora dos Assuntos Negros da Administração Nacional da Juventude.

Angela Davis



Uma política e ativista dos direitos civis, Davis foi um ícone para o movimento contracultura americana nas décadas de 1960 e 1970. Ela foi a co-fundadora da Critical Resistance, uma organização que trabalha para abolir o complexo industrial prisional, e escreveu livros     como “If They Come in the Morning: Voices of Resistance" (1971),"Are Prisons Obsolete?" (2003) e "A Liberdade é uma Luta Constante" (2015).



Phillis Wheatley (8 de maio de 1753 - 5 de dezembro de 1784)


Nascida na África Ocidental, Wheatley foi trazida para Boston aos 8 anos de idade como escrava. Ela foi comprada por John Wheatley para ser a serva pessoal da esposa dele. A família Wheatley educou ela e lhe deu o sobrenome deles. Aos 20 anos, ela escreveu um livro de poesias chamado “Poems on Various Subjects, Religious and Moral” (1773) e se tornou a primeira poeta afro-americana a ter um livro publicado.



Nina Simone (21 de fevereiro de 1933 - 21 de abril de 2003)

Descrita como "a alta sacerdotisa do soul", Simone foi uma figura chave para o movimento dos direitos civis americanos. Ela abordou questões sobre a discriminação racial em músicas como "Mississippi Goddam", uma canção sobre uma igreja bombardeada no Alabama, EUA, que matou quatro garotas afro-americanas. Simone era uma forte defensora do nacionalismo negro e da agressividade de Malcolm X sobre a não-violência de Martin Luther King.
Apesar dos últimos anos dela serem repletos de controvérsias - incluindo alegações de abuso mental e físico da filha, as contribuições de Simone para os debates sobre a consciência racial e social afetou (e continua afetando) milhões de pessoas ao redor do mundo.

Sei que muitas vocês nunca ouviram falar e é para isto que tenho meu blog para mostrar o que a mídia não mostra e precisamos SIM exaltar estas 6 mulheres.

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7 comentários

  1. Mulheres lindas e guerreiras que com certeza ñ podia faltar a ser compartilhado conosco

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  2. Uau !! Muito importante mesmo compartilhar com a gente a história dessas mulheres icônicas, que venceram e que inspiram . Excelente post. Beijos.

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  3. Nossa são ícones mesmo, eu não conhecia nenhuma delas. Achei linda a história de cada uma. Amei, ibrobrigpor compartilhar. Bjs

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  4. Só mulheres de fibra, que nos abriu diversos caminhos, com certeza devem ser lembradas sempre. E você, trazendo este conteúdo maravilhoso!

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  5. Eu não conhecia nenhuma delas e nesse dia tão importante, dia das mulheres, é muito bom você falar delas. Tem histórias super emocionantes. O que me dói mais é ouvir/ler “escravos”, muito sofrimento.

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  6. Meu coração enche de alegria em ver mulheres parecidas comigo sendo ícones tão forte.
    E meio de uma situação desfavorável elas lutaram e se tornaram símbolo de força e resistência <3

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